sábado, 30 de julho de 2016

TRAUMAS SEXUAIS FICAM REGISTRADOS NO ÚTERO E CANAL VAGINAL

Exercício mental ajuda corpo feminino a resgatar abusos do passado e curá-los

Imagem: enhlin
A primeira coisa que você precisa saber sobre este assunto é: nosso inconsciente não sabe ao certo diferenciar estupro de abuso sexual ou simplesmente de uma ofensa de cunho sexual dita em voz alta. Isso significa que mesmo que a violência sexual seja apenas verbalizada e não chegue às vias de fato, muitas vezes ela causa os mesmos traumas nas vítimas.

CORPO SE DEFENDE DO ESTUPRO PROVOCANDO LUBRIFICAÇÃO E ATÉ EXCITAÇÃO

Outro tabu que não costuma ser dito, é o de que, fisicamente, quando a mulher é estuprada, o corpo pode ter as mesmas reações químicas de uma relação sexual consentida, como lubrificação vaginal e até mesmo liberação de hormônios que levam à excitação. É por este motivo que muitas vítimas se sentem culpadas. Elas se envergonham por achar que podem ter gostado da violência ou que estas reações biológicas a levaram a viver o estupro, de alguma forma.
A verdade é que, nesses casos, este processo nada mais é do que uma defesa do organismo. O corpo libera essas reações químicas para que a violência que está sendo vivida seja menos traumática. Por exemplo: ao lubrificar a vagina, o organismo faz com que a lesão física da penetração seja menor."O corpo libera essas reações químicas para que a violência que está sendo vivida seja menos traumática. Por exemplo: ao lubrificar a vagina, o organismo faz com que a lesão física da penetração seja menor."
O mesmo ocorre com a excitação, que garante que o canal vaginal se alongue e fique mais dilatado, facilitando a entrada (forçada, neste caso) do pênis. Essas informações são importantes para que a mulher tome consciência de que foi um processo fisiológico comum que lhe ocorreu - e que não necessariamente ela permitiu, estimulou ou provocou o ato.
Em outros casos de estupro ou violência sexual física, a vagina de algumas mulheres não relaxa durante o abuso, pois ela não está consentindo para que isso aconteça. Ao contrário, o órgão sexual se fecha - de forma voluntária ou não - causando lesões musculares que podem levar a sérias disfunções sexuais. Além disso, alguns organismos acabam entendendo que devem sempre responder com uma contração toda e qualquer penetração no ato sexual (ainda que seja consentida). Isso dá origem a problemas como o vaginismo (quando a vagina se contrai involuntariamente, impossibilitando a penetração) ou dispareunia (dor durante a relação).

QUALQUER TIPO DE ABUSO SEXUAL PODE GERAR PROBLEMAS NA CAMA

Alguém que sofre um abuso sexual - seja ele físico, verbal ou psicológico - vive sentimentos de insegurança, culpa, depressão e problemas sexuais, como dificuldade de chegar ao orgasmo, bloqueios ou culpa ao sentir prazer, diminuição da libido, dificuldade de se entregar em relacionamentos íntimos, baixa autoestima, vergonha, tristezas, desmotivação, fobias, síndrome do pânico e, em casos mais graves, até mesmo tendência ao suicídio.
Algumas mulheres chegam a se privar de qualquer sentimento que lhes tragam deleite, punem a si mesmas, não se permitindo nenhum tipo de prazer. Por esse motivo, o corpo reage e torna os órgãos genitais insensíveis ou mesmo doloridos. Além disso, essas vítimas costumam se sentir impuras, indignas de ter um relacionamento amoroso natural e positivo. Com isso, podem se travar para o amor ou qualquer relação sexual prazerosa. A tendência é que a vítima imagine que ninguém mais vai aceitá-la e que será rejeitada.

VIVÊNCIAS AJUDAM A RESGATAR ABUSOS DO PASSADO E CURÁ-LOS

Tendo em vista que não somente o abuso sexual físico leva a consequências em nossa psique, indico que todas as mulheres pelo menos uma vez na vida passem por vivências, tratamentos psicológicos ou ate mesmo uma técnica milenar chamada "reconsagração do ventre". Essas práticas trazem para o consciente quais bloqueios e registros estão profundamente escondidos em nosso inconsciente. São eles que trazem complicações no amor, no sexo ou na autoestima (confira aqui quais dificuldades físicas você tem na musculatura vaginal e maneiras de tratá-las).
Nessas práticas, a lembrança do abuso - ou de qualquer outro trauma - vem à tona e é trabalhada. Claro que, dependendo de cada caso e de sua gravidade, é preciso estender o cuidado e ter acompanhamento de um psicólogo ou terapeuta para tratar o problema de forma mais completa. Aos poucos, a vítima precisa ir se permitindo falar sobre o assunto com um profissional habilitado para isso, extravasar e deixar que as informações traumáticas sejam esvaziadas e trabalhadas.

EXERCÍCIO PARA AUXILIAR A LIBERAÇÃO DE BLOQUEIOS SEXUAIS

No útero e canal vaginal são guardados todos os registros referentes à sexualidade, amor, autoestima e maternidade."No útero e canal vaginal são guardados todos os registros referentes à sexualidade, amor, autoestima e maternidade."
Portanto, se houver qualquer tipo de bloqueio sexual ali guardado - seja algo bastante forte, como um estupro, ou uma ofensa verbal - essa técnica simples faz com que o bloqueio comece a se desfazer e entrar no processo de resolução.
Indico que todas as mulheres o realizem, mesmo que não tenham passado por um trauma evidente. Veja abaixo como colocar em prática:
  • 1Sente-se confortavelmente em um local tranquilo. Se for possível, coloque uma música calma e luz tênue, que ajudam no relaxamento e na concentração.
  • 2Coloque uma mão espalmada por cima da calça, no seu períneo (localizado entre a vulva e o ânus, nas mulheres), e a outra mão coloque no seu ventre, na localização do útero (cerca de três dedos abaixo do umbigo).
  • 3Comece prestando atenção apenas em sua respiração. Perceba que, com o passar dos segundos, estará cada vez mais concentrada e consciente. Quando achar que está pronta, inicie um questionamento como se conversasse com o seu útero e sua vagina.
  • 4Pergunte para eles: como se sentem, o que guardam ali dentro, o que está acontecendo internamente, se está quente ou frio, se é confortável e aconchegante ou se é desconfortável. Vá permitindo que a sua criatividade e imaginação fluam, ocasionando um diálogo entre seu útero, vagina e você.
  • 5Pergunte ao seu útero e vagina o que você pode fazer por eles, como amá-los mais e dar o carinho que eles precisam.
  • 6Faça carinho em si mesma, traga amor e aconchego para este momento. Peça perdão e perdoe-se. Diga tudo o que vier à mente e esteja ligado a esse perdão.
  • 7Por fim, comece a fazer contrações com a vagina, como se tivesse expulsando a urina. Vá sentindo que o seu útero se esvazia e jorra pra fora tudo o que foi conversado, eliminando aquilo que estiver registrado como memórias ruins.
  • 8Para finalizar, contraia a vagina como se estivesse sugando coisas boas e prazerosas para você. Sugue todos os seus sonhos, prazeres, boas lembranças, amores que quer atrair para sua vida, sentindo o amor das pessoas que ama.
  • 9Aos poucos, comece a focar novamente na respiração e volte-se para o mundo de fora, percebendo-se mais leve e tranquila.
  • 10Se a prática mexer muito com você, indico que procure um profissional para que esses aspectos que vieram à tona sejam trabalhados mais profundamente.
No mês que fizer esta técnica é comum que seu fluxo menstrual aumente, que sinta cólicas menstruais durante o exercício ou até mesmo que menstrue durante a prática. Não se preocupe, isso acontece pois muitos aspectos são trabalhados quando ativamos nossa mente para focar nas regiões nas quais ficam acumuladas nossas memórias.

EVENTO DA AUTORA

A fisioterapeuta ginecológica, Roberta Struzani, realiza atendimentos no intuito de ajudar mulheres a se livrarem de bloqueios sexuais, como dor no sexo, dificuldade de chegar ao orgasmo, diminuição da libido, entre outros. Além disso, ensina técnicas para melhorar a saúde íntima, como pompoarismo. A primeira consulta, de avaliação, é gratuita. Para marcar seu atendimento ou ter mais informações, clique aqui.

VÍDEO Da roberta struzani


Matéria na integra: http://www.personare.com.br/traumas-sexuais-ficam-registrados-no-utero-e-canal-vaginal-m7295

TESTE: QUAIS POSIÇÕES SEXUAIS FACILITAM SEU ORGASMO?

Aprenda a conhecer próprio corpo e ter mais prazer no sexo
(*matéria na integra: http://www.personare.com.br/teste-quais-posicoes-sexuais-facilitam-seu-orgasmo-m7314)
Todo corpo possui suas diferenciações anatômicas. No caso das mulheres, isso pode ser observado, por exemplo, pelas diferenças na vagina. Enquanto algumas possuem um canal vaginal longo, pode ser que em outras, essa região seja mais curta. Há, ainda, aquelas que têm musculaturas íntimas mais fortes ou fracas, maior ou menor lubrificação ou formato da curvatura. Tudo isso é relevante para escolher uma posição sexual que melhor se encaixe para o prazer do casal, diminuindo possíveis desconfortos sexuais.
O teste abaixo indicará quais são as melhores posições para alcançar o orgasmo e também oferecer mais prazer à pessoa parceira."O teste abaixo indicará quais são as melhores posições para alcançar o orgasmo e também oferecer mais prazer à pessoa parceira."
Mesmo depois que o teste diagnosticar uma posição específica para você, sugiro que continue respondendo as outras questões, para descobrir novas posições que privilegiam seu bem-estar na cama.
É importante lembrar que todas as posições sugeridas são baseadas em um estudo de teoria e prática, com base na minha própria experiência, como especialista em sexualidade, e na das minhas clientes. A ideia é ajudar você a encontrar a posição mais adequada para sentir prazer ou eliminar qualquer desconforto. No entanto, pode ser que outros sinais mais relevantes da sua anatomia não sejam avaliados no teste, o que tende a acarretar em uma sugestão de posição que não equivale à sua melhor sensibilidade. Neste caso, é indicado que procure um fisioterapeuta ginecológico para avaliar sua musculatura especificamente.

POR QUE VOCÊ TEM DIFICULDADE PARA ALCANÇAR O ORGASMO?

Anorgasmia atinge 60% das mulheres. Aprenda a solucionar o problema
Atualmente, 60% da população feminina mundial têm anorgasmia - nome dado para a dificuldade de chegar ao orgasmo. É o que afirma um estudo americano publicado recentemente no "Journal of Sex & Marital Therapy". A pesquisa também sinalizou que esta é a disfunção sexual mais comum que acomete mulheres. Além disso, muitas sequer têm certeza se um dia já tiveram realmente um orgasmo.

COMO IDENTIFICAR SE O QUE EU TIVE FOI UM ORGASMO?

CHEIROS QUE AUMENTAM A LIBIDO

A Aromaterapia, por meio dos óleos essenciais, pode ajudar a trazer mais desejo, estimulando e aumentando a libido. Para esquentar a relação, experimente usar 2 gotas do óleo essencial de Ylang Ylang com 8 gotas do óleo de Sândalo, em 30 ml de óleo vegetal de coco de boa qualidade. Misture bem e abuse de uma massagem relaxante e sensual com a pessoa parceira.
É muito comum encontrar em algumas matérias, ou até mesmo na fala de profissionais na área da saúde, que se você teve um orgasmo, certeza saberá. Todas as vezes que me deparo com este tipo de frase lamento muito, pois faz com que mulheres que tiveram orgasmos acreditem que nunca vivenciaram esta sensação.
Para ajudar você a descobrir esta resposta, é importante entender que o orgasmo está definido dentro de um ciclo sexual(veja a figura abaixo). Assim, para ter um orgasmo é preciso:
  • 1Haver o desejo sexual - quando você sente vontade de fazer sexo.
  • 2Ter excitação - quando seu corpo responde a esse desejo e começa a demonstrar sinais, como: esquentar a região pélvica, arrepiar, lubrificar, coração disparar, respiração ficar ofegante, entre outros. Cada pessoa demonstra sinais diferentes, além dos prováveis citados.
  • 3Vivenciar o platô de prazer - este prazer não precisa vir necessariamente no decorrer do sexo propriamente dito, pois o orgasmo pode acontecer com a masturbação. Em alguns casos mais raros, a pessoa pode ter orgasmo sem nem mesmo se tocar. Usando como exemplo a relação sexual, o platô é o prazer que ocorre no sexo - em alguns momentos fica mais intenso, em outros diminui para aumentar novamente. Quando o prazer atinge seu auge é quando o orgasmo acontece. Depois disso, vem um relaxamento, nem que depois a mulher continue o sexo depois, para viver todas essas etapas novamente.
 
Fases do ciclo sexual (Imagem: Personare)
Entendendo isso, é possível afirmar que orgasmo é um prazer que vai aumentando e atinge o seu ápice, mesmo que seja fraco, seguido de um relaxamento. Isso já aconteceu? Sim, então você teve um orgasmo!

O QUE DIFICULTA SUA CAPACIDADE DE ATINGIR O ORGASMO?

1 - USO DE ALGUNS MEDICAMENTOS

Existem remédios que diminuem sua libido e dificultam o orgasmo, como alguns antidepressivos, ansiolíticos e bloqueadores adrenérgicos. Além disso, radioterapia na área da pelve, altas doses de narcóticos e uso abusivo de álcool também prejudicam o prazer sexual.
Dica: uma forma de desintoxicar um pouco seu organismo do uso excessivo de medicamentos é usar um composto vibracional chamado "Desintoxicação". Basta pingar 3 gotas em copo de água e ingerir 1 vez ao dia.

2 - MUITO ESTRESSE

O estresse lhe impede de perceber os estímulos externos que podem levar você ao desejo sexual. Portanto, se levar em conta o ciclo sexual fisiológico, isso já começa errado, pois para uma boa atividade na cama é preciso que o desejo venha em primeiro lugar. Quando estamos estressados, precisamos de doses muito altas de prazer, alegria e relaxamento, para que a serotonina liberada pelo corpo seja maior que o nível de cortisol gerado pelo estresse. Só assim o corpo terá níveis químicos possíveis de alcançar o orgasmo - que é uma descarga adrenérgica e liberação de diversos hormônios de prazer, felicidade e relaxamento.
Além disso, o estresse impede a concentração na pessoa parceira durante o sexo. Afinal, quando estamos com a cabeça cheia, temos mais dificuldade de nos permitir sentir os prazeres do ato e nos entregarmos ao outro e aos nossos instintos e desejo.
Dica: a Aromaterapia pode ser uma aliada para lidar com o estresse e a ansiedade. Um dos óleos que mais traz relaxamento é o de Lavanda (veja aqui como usá-lo) ou ainda os cítricos, como o de Laranja e Bergamota (descubra aqui os benefícios e formas de uso do óleo de Bergamota). E aqui você confere todos os óleos que podem ser usados para aliviar a ansiedade.

3 - MEDO DE ENGRAVIDAR

Atualmente, é comum que alguns casais ou a mulher, em especial, tenham um grande medo de engravidar. Isso acontece por diversos motivos, como condição econômica do nosso país, relacionamento instável, carreira e muitos outros. Algumas vezes, até mesmo conscientemente, as pessoas admitem que esse medo as impossibilita de se concentrar e se entregar de forma tranquila e relaxada ao prazer. Esse, portanto, pode ser o único motivo que impede a mulher, em especial, de alcançar o orgasmo. Minha dica, para esse caso, é compreender melhor o seu ciclo menstrual (conheça aqui alguns métodos para fazer as pazes com a menstruação), percebendo que é impossível você engravidar se não estiver no período fértil ou próxima de ficar. Além disso, converse com o seu médico ginecologista sobre as melhores formas de se prevenir. Depois disso, apenas relaxe, pois você sabe que está protegida de uma gravidez indesejada.
Dica: neste caso, o mais indicado é tentar relaxar, esvaziar a mente e viver o momento. Para isso, o mais indicado é usar óleos essenciais cítricos, combinados com o óleo essencial de Ylang Ylang. Use 2 gotas de cada um dos óleos em um difusor elétrico e deixe no ambiente.

4 - MEDO DE URINAR DURANTE A RELAÇÃO SEXUAL

Isso é muito comum e com certeza um empecilho para alcançar o clímax. Antes de mais nada, é preciso que você saiba a diferença entre urinar durante o sexo e ter uma ejaculação feminina. Se você não tem nenhum episódio de perda de urina durante o dia, já é provável que isso também não aconteça durante o sexo - o que praticamente descarta a possibilidade de ser xixi o líquido que você sente perder.
Outra coisa comum é que a sensação de estar chegando ao orgasmo é parecida com a de urinar. Ao confundirem isso, muitas mulheres se travam e não conseguem atingir o clímax.
Algumas mulheres realmente sentem vontade de urinar durante o sexo, mas se permitem ao orgasmo e não é por isso que fazem xixi durante a relação. Isso acontece porque o nervo pélvico - que emite o estímulo do orgasmo - é o mesmo que encosta na uretra, dando a sensação de que a pessoa vai urinar ao atingir o clímax.
Por fim, o mais comum é você estar ejaculando e não saber."o mais comum é você estar ejaculando e não saber."
Para isso, vou explicar o que é ejaculação feminina: ao lado da uretra existe uma região chamada "esponja uretral" e, como o próprio nome diz, ela tem textura de esponja e se incha de líquido enquanto você está excitada. Conforme a mulher está tendo prazer, sua musculatura vaginal se contrai involuntariamente e essas contrações apertam a esponja, o que faz o líquido vazar e parecer urina. No entanto, isso não é xixi, pois o líquido possui os mesmos elementos encontrados no líquido seminal do homem, exceto o espermatozoide.
Há pouco tempo muitas pessoas defendiam a ideia de que não existia ejaculação feminina e "ponto G" (descubra aqui onde é o seu). Mas isso caiu por terra após a comprovação da "glândula de Skene" na mulher, que mantém armazenados cerca de 25ml de líquido mucoso, espesso, parecido com o sêmen. Ao ser jorrado para fora, esta substância pode se apresentar mais líquida, semelhante ao xixi, mas incolor e sem cheiro. Além disso, não possui ureia, comprovando mais uma vez que não é urina.
Algumas mulheres jorram a ejaculação semelhante ao homem, outras simplesmente vazam este líquido e ainda há aquelas que parecem ter mais lubrificação na vagina. Tudo isso depende da produção da sua glândula e da sua força muscular, mas tudo é ejaculação. Além disso, diferente do homem, que normalmente ejacula junto com o orgasmo, com a mulher pode ocorrer antes ou durante o clímax, depende da força das contrações vaginais na hora do prazer.

5 - MEDO DE CHEIRAR MAL

O medo de exalar um odor ruim pela vagina impede a mulher de se entregar ao sexo, ou de permitir que a pessoa parceira faça um sexo oral, por exemplo, ou, ainda, que o outro se aproxime demais de sua genital, mesmo que ela sinta desejo por isso. Todos esses medos interferem, obviamente, que a mulher se entregue aos instintos e prazeres, travando o orgasmo. Minha dica é que você ande sempre com um sabonete, lenço umedecido e desodorante íntimo na bolsa. Assim, se perceber que reação sexual pode acontecer, terá como fazer uma higiene completa, de modo que fique bem à vontade e cheirosa.
Dica: neste caso, uma boa opção é utilizar um sabonete líquido feito com óleos essenciais - como o de Lavanda ou Tea Tree - que podem encontrados em lojas de produtos naturais. Este produto pode ser usado, inclusive, na lavagem das suas peças íntimas. O uso de um spray feito com estes mesmos óleos essenciais vibracionais também é bem-vindo. Para isso, pingue 12 gotas do óleo essencial de Lavanda em 40 ml de álcool de cereais, misture bem e acrescente 20 ml de água mineral. Misture e coloque num vidro ou pet com válvula spray. Borrife nas peças íntimas. Mas lembre-se que a qualquer sinal de alergia o uso deve ser suspenso, pois cada pessoa reage de forma diferente e pode ter uma sensibilidade maior aos produtos, especialmente na região íntima.

6 - VERGONHA DE MOSTRAR O CORPO

Isso é de praxe entre as mulheres, normalmente elas sempre estão incomodadas com alguma parte do corpo. Sabe aquela frase clichê de que "você tem que se amar do jeito que é"? Sei que chegar nesse auge de aceitação é, na verdade, um processo. Portanto, vou lhe dar uma dica para que essa vergonha não seja o impedimento de você se entregar ao prazer. Você pode, por exemplo, dizer à pessoa parceira que se sente mais à vontade se ficar com alguma peça de roupa durante o sexo. Assim, se sentirá mais à vontade e poderá aproveitar melhor o momento. Afinal, a escolha é sua de decidir fazer sexo com determinada pessoa, não existe regra para o seu sexo, quem faz a regra é você. Já tive diversas pacientes, casadas há anos, que só faziam sexo no escuro, ou não deixavam os maridos as virem nuas.
Mas se para você o conceito é que sexo precisa ser feito com o corpo nu, encostado e sentindo o calor do outro, então pode optar por posições sexuais que escondam as partes que você não quer chamar a atenção - e quem sabe até destacar aquelas que você se orgulha.
Dica: neste caso, o mais indicado é trabalhar a autoestima. Para isso, basta usar, em um difusor pessoal, 2 gotas dos óleos de Petitgrain, Ylang Ylang, Jasmim ouGerânio. Todos ajudam a mulher a se sentir mais poderosa e confiante para conversar com a pessoa parceira e mostrar que se sente nervosa ou insegura em relação ao corpo.

7 - CONSTRANGIMENTO PELO BARULHO EMITIDO PELA VAGINA, COM A ENTRADA E SAÍDA DE AR PELA PENETRAÇÃO

Esse barulho semelhante a uma flatulência ocorre por fraqueza do musculo pubococcígeo (que vai desde o osso púbico até a base da coluna). Ao fortalecer a musculatura vaginal (também chamada de MAP) com exercícios específicos, como, por exemplo, os de pompoarismo (veja aqui como fazê-los em 15 minutos), esses sinais desaparecem. É comum dizer que esse "pum vaginal", como é conhecido popularmente, ocorre com todas as mulheres, mas isso não é verdade. Isso só acontecerá se sua musculatura estiver fraca ou se você tiver grande habilidade dessa musculatura, como é o caso das pompoaristas, e fizer propositalmente.

8 - EDUCAÇÃO REPRESSORA

QUAIS BLOQUEIOS DIMINUEM SEU APETITE SEXUAL?

Quais bloqueios diminuem seu apetite sexual?
Descubra causas e tratamentos para dificuldades no sexo
Essa é uma das causas mais comuns, que levam a disfunções e bloqueios sexuais na fase adulta. Geralmente as mulheres que são frutos desta criação aprendem que tudo relacionado ao sexo é sujo e feio. Portanto, se ela se masturba, o faz com culpa. Se faz sexo, costuma se ater ao básico e fica envergonhada de ceder aos seus desejos, assumir o controle do ato ou permitir que a pessoa parceira faça tudo com ela na cama. Além disso, pode sentir dor durante o sexo, porque a vagina se contrai, ou ela própria a tensiona, por conta do receio de se entregar ao momento. Mas não se preocupe, veja ao lado como mudar isso, através de vivências e terapias que ressignifiquem seu conceito sobre o sexo.

9 - TRAUMAS DE ABUSO SEXUAL

No útero e canal vaginal são guardados todos os registros referentes à sexualidade, amor, autoestima e maternidade. Portanto, se houver qualquer tipo de bloqueio sexual ali guardado - seja algo bastante forte, como um estupro, ou um pouco mais ameno, como uma ofensa verbal - a mulher não consegue viver a sexualidade em sua plenitude.Confira aqui uma técnica para liberar esses traumas.
Dica: neste caso, a Aromaterapia pode funcionar como um complemento do trabalho terapêutico. O óleo essencial de Vetiver e o de Benjoim podem ajudar a trabalhar algum tipo de trauma relacionado à sexualidade. Como cada caso é particular e individualizado, o uso desses óleos deve ser feito com acompanhamento profissional.

10 - DOENÇAS

Alguns problemas de saúde podem diminuir a libido e dificultar o orgasmo, como: traumas na medula espinhal, lesões nos nervos pélvicos ou genitais, episiotomia em parto (corte cirúrgico feito no períneo, entre a vagina e o ânus), esclerose múltipla, mielite, diabetes, neuropatias, lesões de vasos da região pélvica ou genital e neoplastia (plástica estética para diminuir os lábios da vulva, que pode diminuir um pouco a sensibilidade, já que é uma região extremamente irrigada e com terminações nervosas).

11 - EXPERIÊNCIA TRAUMÁTICA EM RELACIONAMENTO ANTERIOR

Se você sofreu muito no relacionamento anterior, ou passou por grande sofrimento, proveniente, por exemplo, de uma traição ou perda, então a consequência disso pode ser a diminuição do desejo sexual e a dificuldade de chegar ao orgasmo. Nesse caso, você pode estar bloqueando a entrega completa ao parceiro, com medo de se apaixonar demais, de perder esse amor ou de sofrer novamente. Veja aqui quais crenças mais sabotam sua vida amorosa e aprenda e se livrar de determinados conceitos limitantes.
Dica: neste caso, o mais indicado também é trabalhar a autoestima. Para isso, basta usar, em um difusor pessoal, 2 gotas dos óleos de Petitgrain, Ylang Ylang, Jasmim ou Gerânio. Todos ajudam a trabalhar sua autoconfiança e autoimagem, além de lhe deixar mais forte para seguir seu caminho e buscar uma nova pessoa parceira.

CONTINUAÇÃO DA MATÉRIA
E DICAS PRÁTICAS:


Autora: Euzinha Roberta Struzani e a minha amigona e parceira de trabalho Solange Lima